Pular para o conteúdo principal

- Já não espero ninguém! Estou só a usufruir a brisa passar...

 


PUBLICADO NO FACEBOOK DE:  
João Paulo Simões   -  Em 05 de dezembro 2021.                                                                                                                
 
 1
- Estás à espera de quem?
**Já não espero ninguém! Estou só a usufruir a brisa passar...
- Não tens família?
**Tenho! Deixei de esperá-los...
- Estão zangados?
** Não! Estamos resolvidos e de bem com a vida!
- Como assim?
**Aprendi com os anos de caminhadas que não devemos esperar ninguém!
- Mas...Uma mãe deve esperar sempre os seus filhos...
**Por muitos anos achei que sim...Depois aprendi que só esperamos na ilusão de posse... No dia em que entendemos que ninguém pertence a ninguém, que até os filhos são do Universo, passamos a Ser livres para receber, sejam os filhos ou tudo o que a vida nos reserva!
- E quando os filhos não chegam?
**Que nada, ninguém espera, tudo é só vida a acontecer...
- É difícil de entender!
**Eu sei. Fomos iludidos a sentir amor como apego, quando a verdade é que o autêntico Amor é saber desapegar, Amor é liberdade para amar sem prender, para amar permitindo ao outro voar!
- E não sentes solidão?
**Ela não existe para quem resgatou para si o direito de também continuar a voar... E hoje, mesmo de forma diferente, aceito, ajusto e continuo a permitir-me ao meu voo!
- E quando não conseguires?
**Eu acredito que quem se permite a Ser livre, a morte chegará leve, quando o meu corpo físico deixar de poder voar, partirei de regresso a casa!
E sabes... Acredito também que esse é o propósito da vida, nunca deixar de voar, para em Alma voar e para Sempre Ser!
Até lá... Vou continuar a usufruir simplesmente a brisa passar...
Sónia Machado Araújo
( Do mural da amiga Ana Paula Almeida )

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

COME E DEPOIS VIRA O COCHO...

     Quem nunca ouviu ou leu a citação, come e depois vira o cocho?    Acredito que a grande maioria já ouviu e sabe que este aforismo surgiu pelo fato de que o porco normalmente faz isso, logo depois que come. Mas creio que muitos não se deram conta, de que o porco age desta forma por puro instinto, na busca de mais alimento e não com a intenção de simplesmente desfazer do artefato que lhe foi útil. Diferentemente do suíno, alguns seres humanos descartam seus resquícios de modo nada sociável e nas mais variadas situações e ambientes em que vivem, servindo a estes então a colocação dispensada até então aos “porcos”.    E em nossa Cidade não precisamos ir muito longe para ver situações que nos remetem ao dito popular, atribuindo este comportamento principalmente aos nossos jovens que fumam, comem e bebem em vias públicas e mesmo estando diante de lixeiras, preferem colocar seus detritos nas calçadas e nas vias públicas. Por vezes, até mesmo...

A solução é investir na educação!

   Mais uma vez retorna o assunto polêmico sobre a instalação de uma unidade da “FASE” em Santa Cruz do Sul.    Está cada vez mais claro que a maioria dos santa-cruzenses abomina qualquer tentativa neste sentido e isto já ficou evidente nas tentativas anteriores. Todos querem na verdade é que estes recursos públicos disponíveis por “lei”, como gostam de salientar as autoridades sempre que tocam no assunto, sejam gastos em ações concretas que realmente possam resolver as questões sociais e reduzir a violência, ou seja, na educação e na prevenção da delinqüência.    E a forma de alcançar isto, sem dúvida alguma, passa por investimentos na educação e profissionalização dos jovens e sem esquecer algo muitíssimo importante que é a estruturação familiar, uma vez que ela é à base de tudo.   E para isto o que está faltando é uma boa dose de vontade política de nossos governantes em destinar os recursos existentes para a construção e estruturação de escolas t...

Nos meus tempos de guri

Nos meus tempos de guri, tudo era muito diferente em minha cidade natal, Santa Cruz, no coração do Rio Grande do Sul. E alguns detalhes daqueles tempos só permaneceram vivos nas mentes de alguns de nós. A começar pelas ruas, onde c alçamento, existia somente nas ruas mais centrais da cidade e os postes de iluminações públicas, curiosamente eram posicionados no meio delas. O transito de automóveis era mínimo, muito pequeno mesmo, mesclado com o movimento de carroças, charretes e cavaleiros montados em seus cavalos. Estas ruas eram vias de mãos duplas e sobravam, diferentemente dos dias de hoje, muitas e muitas vagas para estacionar em qualquer dia, hora ou lugar. A rua São José, naqueles tempos, era a última rua da cidade na direção oeste , desde o Esporte Clube Avenida até a entrada da "Vila Schulz". Depois da São José, neste trecho não existiam ruas, só haviam plantações e matas até as margens do Rio Pardinho (Rio Bom Jesus ), onde caçávamos com bodoques (fundas), ...