Pular para o conteúdo principal

Desarmamento: Aumento ou redução da violência?

    Redução! com certeza seria a resposta que todos nós, gostaríamos de ouvir das autoridades responsáveis pela segurança.

    Mas, no entanto não é bem isto que temos visto na mídia desde o inicio da campanha do desarmamento, muito pelo contrário!

    Quanto à aceitação por parte da população ordeira em entregar suas armas no início da tal campanha, foi até mesmo acima do previsto, segundo informações das autoridades a época, o que demonstra o quanto a grande maioria do povo brasileiro é pacífico e ao mesmo tempo inocente.

    E assim diante deste quadro desarmamentista da população brasileira, o que passou a preocupar de lá pra cá, foram às incidências dos assaltos a mão armada a residências, condomínios, propriedades rurais, restaurantes, entre outros, não só nas grandes cidades, mas até mesmo em pequenos municípios onde antes esta violência sequer existia.

   Os delinqüentes agem desde então confiantes de que a maioria das pessoas já esteja desarmada e indefesa como verdadeiros cordeiros.

   Também são motivos de intranqüilidades, os ocultos interesses de ONGs Internacionais nesta campanha e que não são divulgados ao grande público. Isto tudo preocupa e nos leva a considerar o direito da população continuar tendo armas registradas, sem custos adicionais em suas propriedades, como defesa individual (natural), de suas famílias e de seus pertences.

   Receio que dificultar as pessoas de serem proprietárias de armas registradas possa aumentar o número delas clandestinas, o que dificultaria e muito o trabalho da polícia ao tentar identificar os causadores de crimes quando estas fossem utilizadas.   Proprietários de armas registradas, raramente se envolvem em crimes e quando isto acontece sua identificação é só uma questão de tempo para acontecer.

  Quanto aos acidentes que ocorrem envolvendo armas de fogo, as estatísticas podem muito bem demonstrar que é bem menor do que os inúmeros crimes que são cometidos todos os dias com a utilização das já referidas armas clandestinas e as contrabandeadas em nosso País. 
   
   É, com tudo isso, o povo mais uma vez é quem continuará a pagar o preço e desta vez com a sensação de mais insegurança em seus lares, trabalho, ou onde quer que estejam, aja vista que os criminosos continuam armados, ou melhor, muito bem armados, diga-se de passagem.

   E nesta campanha, os responsáveis esqueceram de um detalhe, a meu ver muito importante, ou seja, o de informar aos criminosos que o desarmamento foi direcionado a todos os brasileiros, principalmente a eles, já que até o momento, não vi notícia alguma informando a entrega de algum AR 15 ou metralhadora. Você já viu?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

COME E DEPOIS VIRA O COCHO...

     Quem nunca ouviu ou leu a citação, come e depois vira o cocho?    Acredito que a grande maioria já ouviu e sabe que este aforismo surgiu pelo fato de que o porco normalmente faz isso, logo depois que come. Mas creio que muitos não se deram conta, de que o porco age desta forma por puro instinto, na busca de mais alimento e não com a intenção de simplesmente desfazer do artefato que lhe foi útil. Diferentemente do suíno, alguns seres humanos descartam seus resquícios de modo nada sociável e nas mais variadas situações e ambientes em que vivem, servindo a estes então a colocação dispensada até então aos “porcos”.    E em nossa Cidade não precisamos ir muito longe para ver situações que nos remetem ao dito popular, atribuindo este comportamento principalmente aos nossos jovens que fumam, comem e bebem em vias públicas e mesmo estando diante de lixeiras, preferem colocar seus detritos nas calçadas e nas vias públicas. Por vezes, até mesmo...

A solução é investir na educação!

   Mais uma vez retorna o assunto polêmico sobre a instalação de uma unidade da “FASE” em Santa Cruz do Sul.    Está cada vez mais claro que a maioria dos santa-cruzenses abomina qualquer tentativa neste sentido e isto já ficou evidente nas tentativas anteriores. Todos querem na verdade é que estes recursos públicos disponíveis por “lei”, como gostam de salientar as autoridades sempre que tocam no assunto, sejam gastos em ações concretas que realmente possam resolver as questões sociais e reduzir a violência, ou seja, na educação e na prevenção da delinqüência.    E a forma de alcançar isto, sem dúvida alguma, passa por investimentos na educação e profissionalização dos jovens e sem esquecer algo muitíssimo importante que é a estruturação familiar, uma vez que ela é à base de tudo.   E para isto o que está faltando é uma boa dose de vontade política de nossos governantes em destinar os recursos existentes para a construção e estruturação de escolas t...

Nos meus tempos de guri

Nos meus tempos de guri, tudo era muito diferente em minha cidade natal, Santa Cruz, no coração do Rio Grande do Sul. E alguns detalhes daqueles tempos só permaneceram vivos nas mentes de alguns de nós. A começar pelas ruas, onde c alçamento, existia somente nas ruas mais centrais da cidade e os postes de iluminações públicas, curiosamente eram posicionados no meio delas. O transito de automóveis era mínimo, muito pequeno mesmo, mesclado com o movimento de carroças, charretes e cavaleiros montados em seus cavalos. Estas ruas eram vias de mãos duplas e sobravam, diferentemente dos dias de hoje, muitas e muitas vagas para estacionar em qualquer dia, hora ou lugar. A rua São José, naqueles tempos, era a última rua da cidade na direção oeste , desde o Esporte Clube Avenida até a entrada da "Vila Schulz". Depois da São José, neste trecho não existiam ruas, só haviam plantações e matas até as margens do Rio Pardinho (Rio Bom Jesus ), onde caçávamos com bodoques (fundas), ...